
Uma cobertura esportiva é sempre uma surpresa. E tem alguns elementos que devem ser citados aqui. A torcida, a emoção, as jogadas, os lances, a vibração representam a parte legal, bacana da coisa.
Já o improviso, a falta de estrutura para a imprensa (acreditem, já cobri jogo de futebol de dentro da viatura muuiitas vezes) e algo que estou muito a fim de escrever: a arrogância de colegas de emissoras das capitais formam a parte chata.
Já trabalhei em várias cidades, mas ainda não tive a oportunidade de cobrir uma partida esportiva numa capital, ou numa grande cidade. Já atuei em Bauru, Botucatu, Presidente Prudente... cidades medianas. Em todas elas, fiquei impressionado com a soberba de algns colegas que vem de fora e ficam se achando. Disse "alguns".
Hoje tive um exemplo disso.
Numa coletiva, a colega de uma emissora de TV da capital queria fazer um "vivo" com o treinador e simplesmente ignorou a presença das emissoras do interior. Ao ser questionada, ela disse "temos prioridade, viemos de longe". Uma outra comentou "acho que eles deviam dividir a coletiva entre emissoras da capital e do interior". Curiosamente, nenhuma das duas foi capaz de fazer sequer uma pergunta decente ao entrevistado. Isso coube a nós, repórteres do "interior". Acho que salvamos os VT's delas, com nossas indagações.
Detesto gente que se acha.
Mas quero deixar claro que também tenho bons amigos na rede, graças a Deus. Gente que começou no interior, que sabe das nossas dificuldades e respeitam os colegas. Esses chegam longe... e sabem o verdadeiro sentido da palavra ÉTICA.