domingo, 5 de abril de 2009

Algumas considerações sobre uma cobertura esportiva


Uma cobertura esportiva é sempre uma surpresa. E tem alguns elementos que devem ser citados aqui. A torcida, a emoção, as jogadas, os lances, a vibração representam a parte legal, bacana da coisa.
Já o improviso, a falta de estrutura para a imprensa (acreditem, já cobri jogo de futebol de dentro da viatura muuiitas vezes) e algo que estou muito a fim de escrever: a arrogância de colegas de emissoras das capitais formam a parte chata.
Já trabalhei em várias cidades, mas ainda não tive a oportunidade de cobrir uma partida esportiva numa capital, ou numa grande cidade. Já atuei em Bauru, Botucatu, Presidente Prudente... cidades medianas. Em todas elas, fiquei impressionado com a soberba de algns colegas que vem de fora e ficam se achando. Disse "alguns".
Hoje tive um exemplo disso.
Numa coletiva, a colega de uma emissora de TV da capital queria fazer um "vivo" com o treinador e simplesmente ignorou a presença das emissoras do interior. Ao ser questionada, ela disse "temos prioridade, viemos de longe". Uma outra comentou "acho que eles deviam dividir a coletiva entre emissoras da capital e do interior". Curiosamente, nenhuma das duas foi capaz de fazer sequer uma pergunta decente ao entrevistado. Isso coube a nós, repórteres do "interior". Acho que salvamos os VT's delas, com nossas indagações.
Detesto gente que se acha.
Mas quero deixar claro que também tenho bons amigos na rede, graças a Deus. Gente que começou no interior, que sabe das nossas dificuldades e respeitam os colegas. Esses chegam longe... e sabem o verdadeiro sentido da palavra ÉTICA.

Um comentário:

  1. Meu caro Rogério 'colega de corredor de faculdade' ... Acredite se quiser. Estou em Tangará da Serra-MT, sou Editora de Chefe de um jornal Impresso da cidade (fora a filha do dono do jornal, sou a única formada aqui na redação). Ouvir certos tipos de perguntas (fúteis mtas vezes) de um diplomado já é foda, agora imagina de várias pessoas que trabalham na imprensa sem formação e sem ética alguma. Teve um episódio em que um certo repórter do SBT aqui de Tangará perguntou ao pai de uma criança de 1 ano e meio que havia sido morta (possivelmente estupro) se qdo ele pegou sua filha no colo ele percebeu se a 'genitália dela estava sangrando'. Sem comentários né. Qdo ouvi isso, simplesmente sai do local.
    Isso é apenas uma das muitaaas que já aconteceram ... kkkk

    Um grande abraço pra vc e sucessooo

    Bjooss

    Theodora Malacrida (não sei se lembra de mim, estudei na sala do João Gabriel e da Gislaine Seribeli)

    Obs: Quem me passou seu blog foi a Camila, que por sinal está morando praticamente do lado da minha city ... kkkk

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